Casshern (Kyashân)
Casshern, Japão, 2004, 141 min. Direção: Kazuaki Kiriya. Elenco: Yusuke Iseya, Kumiko Aso, Akira Terao, Kanako Higuchi, Fumiyo Kohinata.
Site oficial: www.casshern.com
Sinopse: No final do século XXI, após 50 anos de uma desgastante guerra mundial que devasta o planeta inteiro, trazendo poluição e doenças devido ao uso de armas químicas e biológicas, uma esperança surge através do Dr. Azuma, um médico capaz de através da manipulação genética, recuperar ou restituir órgãos sem riscos de rejeição, com o objetivo de curar sua esposa. Contudo, algo de misterioso acontece ao invento de Dr. Azuma, o que poderá trazer consequências nefastas para a humanidade…
Crítica: Filme de estréia do diretor de videoclipes Kazuaki Kiriya e baseado no famoso anime Shinzô Ningen Kyashân, de 1973. É uma ambiciosa transposição da linguagem anime/mangá para cinema live-action e, exatamente pela inexperiência do diretor, apresenta diversos problemas. Ainda assim, o filme é um dos melhores exemplares de fantasia e ficção que eu vejo em algum tempo. Kiriya lidou com alguns elementos como o melodrama, as mensagens ecológicas e pacifistas, principalmente na segunda metade o filme fica por demais panfletário. Tanto na narrativa como na direção de câmera ele se mostra preso a diversos cacoetes de videoclipe, como a edição frenética que é desnecessária em algumas cenas. As explicações não são dadas de bandeja e alguns elementos mostrados no início do filme só vão ser esclarecidos nas últimas cenas ou nem isso, exigindo atenção redobrada. Acerta no visual criando uma das experiências sensoriais mais gratificantes dos últimos anos. Casshern juntamente com Immortel e Capitão Sky e o Mundo de Amanhã foi o predecessor de tecnicas que vieram a ser usadas nos blockbusters, Sin City e 300. Filmado totalmente em estúdio com cenários 3D, Casshern é grandioso mesmo com um apertado orçamento. Misturando arquitetura européia com mecanismos que parecem tirados de um pesadelo de Julio Verne, o design é ricamente detalhado e expressionista, assim como a fotografia que pinta cada cena em cores diferentes, dos tons quentes e carregados da cidade, o preto e branco da zona de combate e ao profundo azul pontuado de vermelho do Laboratório de Azuma. Os ângulos de câmera e as cenas de ação inspiradas nos mangás, com direito até aos personagens correndo em frente ao fundo com blur.
Minha opinião: Casshern é quase uma experiência. Só mesmo assitindo para se ter uma idéia e quem sabe gostar…ou não, como tudo na vida.
Curiosidade: No Brasil ganhou o desnecessário e estúpido subtítulo: “Reencarnado do Inferno”.
Nenhum comentário ainda.
Deixe um comentário
-
Recentes
-
Links
-
Arquivos
- Agosto 2007 (4)
- Julho 2007 (4)
-
Categorias
-
RSS
Entradas RSS
Comentários RSS

